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42,6% das empresas da Madeira com mais de 10 pessoas ao serviço inovaram activamente — DNOTICIAS.PT

A partir do Inquérito Comunitário à Inovação de 2020 (CIS 2020), a Direcção Regional de Estatística da Madeira divulga hoje dados que mostram que entre 2018 e 2020, mais de 4 em cada 10 (42,6%) das empresas com
mais de 10 pessoas ao serviço com sede na RAM tiveram actividades de inovação, representando uma melhoria face ao anterior estudo (2016-2018).

“No período 2018-2020, 42,6% das empresas da RAM tiveram algum
tipo de actividade de inovação (33,5% entre 2016-2018), geradora de despesa,
sejam atividades de inovação de produto ou processo completas, atividades em
curso até ao ultimate de 2020, atividades de inovação abandonadas ou suspensas, ou
atividades de investigação e desenvolvimento (I&D) desenvolvidas
internamente, de forma continuada ou ocasionalmente, ou contrataram I&D a
outras empresas (incluindo do seu grupo) ou a organizações de investigação
públicas ou privadas”, especifica a DREM que, contudo, realça que “esta percentagem foi inferior à do país (48,0%)”.

Nesses três anos, acrescenta, “21,9% das empresas desenvolveram inovação
de produto (bens e/ou serviços) e 40,3% introduziram inovação de processo. Face
ao período 2016-2018, registou-se uma diminuição de 4,2 p.p. na inovação de
produto e um aumento de 9,7 p.p. na inovação de processo, havendo fortes
indícios de que esta variação esteja associada ao impacto da pandemia covid-19
nos processos das empresas, nomeadamente a implementação do teletrabalho e o
consequente investimento em tecnologia e equipamentos que o viabilizasse, o
ajustamento nos canais de comunicação (incluindo a implementação de vendas
on-line) e genericamente a adaptação de processos e procedimentos relacionados
com a adoção do regime de teletrabalho e a contactos não presenciais”, justifica. “A nível
nacional, os valores foram de 22,3% e de 42,7%, respetivamente”, compara.

Empresas madeirenses desinvestiram na inovação

Mais, “em 2020, a despesa whole com atividades de inovação atingiu 22,8
milhões de euros, menos 15,2% face ao valor registado em 2018, representando
0,9% do whole do quantity de negócios das empresas (0,8% em 2018)”, contabiliza. “Daquele
montante, 47,7% corresponderam a outras despesas com inovação (10,9 milhões de
euros), 41,8% a despesas com I&D desenvolvida internamente – intramuros
(9,5 milhões de euros) e 10,6% a despesas com I&D contratada a terceiros –
extramuros (2,4 milhões de euros). Para o País, as despesas ascenderam ao 2.735,8 milhões de euros, mais 5,3% do que em 2018”.

Na RAM e no período 2018-2020, “3,0% das empresas inovadoras
cooperaram em atividades de I&D e/ou em outras atividades de inovação,
menos 2,3 p.p. do valor nacional (5,3%)”, sendo que “no triénio 2016-2018, na RAM, este
indicador tinha sido mais elevado, 4,6%”, atesta este desinvestimento.

Além disso, e pela positiva, “20,5% das empresas introduziram inovações com benefícios
ambientais obtidos na empresa e/ou durante o consumo ou uso dos bens ou
serviços pelo utilizador ultimate, sendo que para 19,0% foram inovações com
benefícios ambientais obtidos na empresa e para 18,1% foram inovações com
benefícios ambientais obtidos durante o consumo ou uso dos bens e serviços pelo
utilizador ultimate”, refere a DREM. E acrescenta: “Se considerada a distribuição apenas para as empresas com
atividades de inovação, os valores correspondentes foram os seguintes: 48,1%,
44,6% e 42,6%, respetivamente.”



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