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Lucros da Cofina em 2021 sobem para os 4,2 milhões de euros – Meios & Publicidade


Paulo Fernandes, CEO da Cofina Media

A Cofina encerrou as contas de 2021 com lucros de 4,2 milhões de euros, um crescimento na ordem dos 165,9% face ao resultado líquido de 1,6 milhões de euros registado no exercício do ano anterior. Números alavancados por uma recuperação significativa nas receitas publicitárias, onde o grupo encaixou mais 4,6 milhões de euros do que em 2020 (+20,7%), contribuindo para um crescimento de 6,2% nas receitas operacionais, que atingiram os 75,8 milhões de euros. Os resultados agora alcançados, embora traduzam já sinais de retoma relativamente a um ano de 2020 muito marcado pelo impacto da covid-19 nas contas dos grupos de media, ficam, ainda assim, aquém dos números alcançados pelo grupo liderado por Paulo Fernandes no pré-pandemia. Em 2019, último ano antes da chegada dos primeiros casos a Portugal, os lucros do grupo dono do Correio da Manhã e da CMTV chegavam aos 7,2 milhões de euros.

“O ano de 2021 ficou ainda marcado pela pandemia covid-19, com os impactos em termos sociais e económicos decorrentes das restrições e do confinamento, que marcaram em particular o início do ano, quando a população ainda não estava vacinada e se registou uma forte vaga da doença”, começa por referir o grupo no comunicado endereçado esta quinta-feira à CMVM, onde se sublinha que “apesar deste enquadramento, o grupo Cofina assistiu a uma recuperação da atividade face ao ano de 2020, com impacto essencialmente na evolução do mercado publicitário, tendo a Cofina conseguido capturar uma importante parte desse crescimento”.

Com 26,8 milhões de euros nesta linha de receitas em 2021, que comparam com 22,2 milhões de euros no ano anterior e traduzem um incremento na ordem dos 20,7%, o grupo aproxima-se dos valores alcançados no pré-pandemia já que, em 2019, as receitas publicitárias se fixavam nos 27,6 milhões de euros. A recuperação, mais expressiva na publicidade, estendeu-se às receitas de produtos de advertising and marketing alternativo e outras, que cresceram 4,7%, para os 16,7 milhões de euros. No entanto, o mesmo não aconteceu nas receitas de circulação, que continuam a recuar. Após ter sido a linha que mais impacto sofreu em 2020, a receita de circulação desce novamente dos 33,3 milhões para os 32,3 milhões de euros, uma contração de 2,9%. No balanço, a evolução é positiva, com as receitas operacionais a crescerem 6,2%, dos 71,4 milhões para os 75,8 milhões de euros.

Analisando os dois segmentos em que o grupo opera, a recuperação é feita a ritmos distintos. Na área de televisão, onde a Cofina detém a CMTV e onde não chegou a registar quebras no último ano, as receitas passaram dos 15,5 milhões para os 16,7 milhões de euros, o que corresponde a um crescimento na ordem dos 12,4% e coloca inclusivamente as receitas do segmento acima dos valores de 2019, quando se situavam nos 14,8 milhões de euros. Já a imprensa, a área de negócio mais atingida pela pandemia no ano anterior mas também aquela que representa a maior fatia das receitas do grupo, recupera 4,4%, contribuindo assim com o maior aumento de receitas em termos absolutos ao passar dos 55,9 milhões para os 58,4 milhões de euros.

Do lado dos custos, verifica-se um aumento dos 59,5 milhões para perto dos 61,1 milhões de euros, o que corresponde a custos operacionais 2,6% superiores aos reportados no exercício de 2020. Situação que o grupo atribuiu ao facto de que, à information de 31 de dezembro de 2021, “os custos operacionais incluem custos não recorrentes de cerca de 1,8 milhões de euros, resultantes de indemnizações fruto da implementação do plano de reestruturação do grupo”.

Com estes resultados, a Cofina conseguiu melhorar a sua efficiency financeira, fechando o exercício de 2021 com um EBITDA a rondar os 13,9 milhões de euros, valor que representa uma evolução positiva de 38% face aos 10 milhões de euros registados em 2020. O EBITDA alcançaria um valor ainda mais expressivo, salienta o grupo liderado por Paulo Fernandes no relatório enviado à CMVM, uma vez excluídas as imparidades de goodwill no montante de aproximadamente 900 mil euros. “O EBITDA do grupo, excluindo imparidade de goodwill, foi de aproximadamente 14,8 milhões de Euros (+23,8%)”, refere o grupo no relatório. A área de negócio de televisão apresenta um EBITDA de 4,9 milhões de euros, uma melhoria de 4,3% face aos 4,7 milhões registados no fecho das contas de 2020. Na imprensa, o grupo regista uma evolução positiva de 36,5%, passando de um EBITDA de 7,2 milhões de euros em 2020 para perto dos 9,9 milhões de euros no encerramento do exercício do último ano.

Fechadas as contas de 2021, a Cofina chega ao last do ano com uma dívida nominal líquida de 33,9 milhões de euros, valor que traduz uma redução na ordem dos 6,2 milhões de euros por comparação com a dívida de 40,1 milhões de euros comunicada à CMVM no last do exercício de 2020 e de 4,2 milhões de euros face à dívida de 38,1 milhões de euros reportada pelo grupo no last do primeiro semestre de 2021.





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