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Álvaro Sobrinho é suspeito de mais de dez crimes de abuso de confiança e branqueamento – O Jornal Económico


O ex-presidente do Banco Espírito Santo Angola (BESA) ficou esta quinta-feira sujeito a uma caução de seis milhões de euros e impedido de sair de Portugal enquanto não prestar a caução, disse o seu advogado à saída do Tribunal Central de Instrução Prison (TCIC) onde este hoje a ser interrogado pelo juiz Carlos Alexandre no âmbito de suspeitas de ter desviado cerca de 500 milhões de euros do antigo Banco Espírito Santo de Angola, a que presidiu. Álvaro Sobrinho é indiciado de mais duma dezena de crimes de abuso de confiança e branqueamento, sabe o Jornal Económico.

O empresário luso-angolano Álvaro Sobrinho ficou sujeito ainda a outras medidas de coação como a entrega do passaporte, só podendo sair do país, dentro do espaço Schengen, depois de pagar a caução. E fica também obrigado a apresentar-se trimestralmente na PSP, não tendo sido determinado o arresto de vários imóveis – nomeadamente no Estoril-Sol – e de contas bancárias do antigo presidente do BES Angola.

Ao last da manhã, Álvaro Sobrinho esteve a ser interrogado em Lisboa, no DCIAP, pelo Ministério Público, sob suspeita de crimes de abuso de confiança e branqueamento de capitais relativos a concessão de empréstimos milionários a terceiros, tendo os milhões em causa acabado em contas controladas pelo banqueiro, alegadamente branqueados na compra de vários imóveis de luxo, como apartamentos no condomínio Estoril-Sol,

Já na terça-feira o nome de Álvaro Sobrinho tinha sido visado por uma investigação editorial, que divulgou novos documentos sobre a participação do BESA e do seu antigo presidente num esquema para desviar milhões de dólares de um projeto de habitação social no país.

De acordo com um comunicado do Projeto de Reporte sobre Crime Organizado e Corrupção (OCCRP, na sigla em inglês), disponível no ‘site’ da organização, uma que integra a equipa que investigou os ‘dossiês’ Panama Papers e dos Suisse Secrets and techniques, “Álvaro Sobrinho, que liderou um banco angolano que colapsou com milhares de milhões de dólares em dívidas por explicar, está ligado a um esquema para desviar centenas de milhões de dólares de um projeto de habitação social apoiado pelo governo de Angola”, em 2009.

Em causa está a participação do banco num financiamento para a construção de um bairro social que acabou por nunca acontecer, e que os investigadores dizem que envolve o desvio de 750 milhões de euros, inicialmente aprovados para o projeto que nunca chegou a acontecer.





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