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Ucrânia. Energia e defesa sobem em bolsa, enquanto tecnológicas perdem


A energia e a defesa são os setores que mais têm valorizado em bolsa com o confito na Ucrânia, enquanto as ações de crescimento e as tecnológicas têm sido mais afetados, segundo os analistas ouvidos pela Lusa.

“Os setores que mais têm valorizado são os relacionados com energia e ‘commodities’ e regionalmente temos o Brasil também com uma boa apreciação. Adicionalmente, o setor da defesa também tem apresentado um bom comportamento”, assinala Rui Castro Pacheco, ‘head of investments’ do Banco Finest.

Apesar de considerar que não é verosímil antecipar oscilações nos diversos setores dada a volatilidade em que se encontra o mercado, assim como a fluidez dos acontecimentos no leste da Europa, também Mário Martins, membro do Conselho de Administração da ActivTrades CCVTM, considera que, dependendo da evolução dos preços do petróleo, o setor energético poderá ser beneficiado.

“Desde logo com um fortalecimento do apetite pelas renováveis, enquanto, que o financeiro teria potencial de valorização acrescido em virtude do aumento dos juros, contudo a guerra poderá ditar um atraso nesse movimento de aumento”, frisa.

O analista destaca ainda ser “incontornável” que o “setor da defesa, incluindo cibernética, terá anos de ouro nos próximos tempos, derivado do aumento dos gastos por parte de vários países europeus, a começar pelos 100 mil milhões de euros que a Alemanha vai investir no curto-prazo”.

Henrique Tomé, analista da XTB, que também antecipa ganhos para o setor da defesa, dos quais destaca as empresas Lockheed Martin (setor aeroespacial) e a Northrop Grumman (indústria aeroespacial e defesa), espera que no longo prazo o setor financeiro também possa beneficiar com a possibilidade da entrada num ciclo de aumentos das taxas de juro.





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