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República Checa pede ajuda à União Europeia para acolher refugiados – Economia



A República Checa pediu hoje à União Europeia (UE) 25 conjuntos de edifícios modulares para a ajudar a acolher até 50.000 refugiados ucranianos, uma vez que os seus recursos estão quase esgotados.

“O pedido prevê até 25 campos humanitários para 2.000 refugiados cada”, disse hoje o ministro do Inside da República Checa, Vit Rakusan.

Pavla Jakoubkova, porta-voz da direção-geral dos bombeiros, que desempenha um papel importante no transporte e no acolhimento de refugiados, estimou, por sua vez, que “a capacidade de absorção (de refugiados) da República Checa está quase esgotada”.

Segundo Pavla Jakoubkova, mais de 102.000 refugiados ucranianos foram registados na República Checa desde a invasão russa, mas o número actual é “certamente 200.000”.

“Estamos a tentar obter mais capacidade de acolhimento, mas estamos gradualmente numa situação em que só podemos providenciar acomodações de emergência para refugiados”, disse Jakoubkova.

Dada a situação, as pessoas acolhidas “terão que se concentrar em ginásios, salões, etc.” e a sua acomodação não será confortável.

O ministro do Inside da República Checa, Vit Rakusan, esclareceu que os edifícios modulares

serão usados ??quando as possibilidades de alojamento existentes no país se esgotarem.

A invasão russa e o afluxo de refugiados provocaram uma onda de solidariedade na República Checa, com muitas pessoas a oferecerem refúgio aos ucranianos que fugiram da guerra.

A República Checa tem 10,7 milhões de habitantes e abriga uma comunidade ucraniana de cerca de 200.000 pessoas, que trabalham principalmente nos setores da construção civil, da enfermagem ou das limpezas.

A Rússia lançou a 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já causou pelo menos 564 mortos e mais de 982 feridos entre a população civil e provocou a fuga de cerca de 4,5 milhões de pessoas, entre as quais 2,5 milhões para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.

 

ASR // PJA

Lusa/Fim





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