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Economia e comunicação determinantes para justificar maior investimento em Defesa


Mais investimento orçamental na Defesa em Portugal, no contexto do conflito entre Rússia e Ucrânia, será mais facilmente aceite pela opinião pública dependendo da comunicação pelos decisores políticos e do contexto económico, defendem especialistas.

Em declarações à Lusa, Daniel Pinéu, professor de Relações Internacionais na universidade de Amesterdão, referiu que “a opinião pública portuguesa está notória e compreensivelmente mobilizada em relação ao que se está a passar na Ucrânia” como esteve noutras ocasiões, mas alertou que a sociedade se “esquece com alguma facilidade a médio longo prazo” e o investimento em defesa “não é um compromisso de meios que possa ser feito a curto prazo”.

“Se Portugal entrar, com o dinheiro do Plano de Recuperação e Resiliência e com a saída da pandemia, como aliás esteve projetado, num período de crescimento económico significativo, há mais possibilidade, havendo mais bolo, que haja uma fatia maior para a Defesa. Isso não é necessariamente mau e não estou a ver grande oposição dos portugueses”, disse.

Entrando numa recessão económica, Daniel Pinéu diz não saber “até que ponto” Portugal tem sequer capacidade para reforçar as verbas na área da Defesa.

Outro fator é a forma como o tema “é falado”, ou seja, se o investimento for sustentado como uma “prioridade estratégica” que é boa para “a economia portuguesa como um todo”, isso “pode ser mais entendido” e mais bem aceite pela opinião pública, argumentou.

“Se estivermos num período de estagnação económica ou de crise com outras prioridades muito mais importantes, nomeadamente o SNS, educação, habitação, parece-me que um aumento muito significativo de investimento na defesa não seja muito sustentável do ponto de vista da opinião pública”, disse.





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