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8 complicações comuns no pós-parto (e o que fazer)


As complicações do pós-parto, ou complicações puerperais, como hemorragias, infecções ou embolia pulmonar, podem surgir imediatamente ou até 6 semanas após o parto, sendo que a gravidade das complicações podem variar de acordo com o tipo de parto realizado.

Após o parto, a mulher deve estar atenta a alguns sintomas como febre, perda de grande quantidade de sangue, corrimento com mau cheiro ou falta de ar, que podem indicar complicações e devem ser tratadas imediatamente pelo obstetra.

Por isso, é importante entrar em contato com o obstetra imediatamente ou procurar o pronto-socorro mais próximo caso surjam sintomas de complicações para que sejam avaliadas e tratadas de forma adequada.

Algumas das complicações mais comuns que podem surgir após o parto são:

1. Hemorragia pós-parto

A perda de grandes quantidades de sangue pela vagina normalmente acontece nas primeiras 24 horas após o nascimento do bebê, no entanto, esta complicação também pode acontecer até 6 semanas após o parto regular ou cesárea, devido ao descolamento abrupto de restos da placenta ou ruptura uterina.

A hemorragia pós parto é caracterizada pela perda de muito sangue de forma repentina e pelo sangramento vaginal intenso, sendo necessário trocar o absorvente de hora em hora. Veja quando se preocupar com o sangramento pós parto.

O que fazer: deve-se ir imediatamente para o hospital, já que é preciso recorrer ao uso de remédios que promovem a contração uterina. O médico também poderá realizar uma massagem vigorosa no útero até que este se contraia completamente solucionando a hemorragia. Saiba mais sobre a hemorragia pós-parto

2. Retenção placentária

Após qualquer tipo de parto, pequenos restos da placenta podem não ser eliminados e permanecer retida no útero. Neste caso, pode ocorrer proliferação de bactérias dentro do útero, que em casos mais graves, podem chegar à corrente sanguínea e causar infecção generalizada, colocando a vida da mulher em risco. Saiba como identificar e tratar os restos de placenta no útero.

A retenção placentária é caracterizada pela presença de corrimento com mau cheiro, febre acima de 38ºC e perda de sangue escuro e viscoso, mesmo após ele já estar mais claro e fluido.

O que fazer: com o aparecimento de qualquer um destes sintomas, a mulher deve ir rapidamente ao hospital, para ser avaliada. O tratamento da retenção da placenta é feito pelo obstetra que pode receitar remédios para relaxamento ou contração uterina, de forma a facilitar a saída da placenta, e antibióticos, para combater a infecção. Além disso, o médico pode fazer uma curetagem para remover os restos da placenta. Entenda o que é e como é feita a curetagem uterina

3. Trombose venosa

O fato de ficar muitas horas deitada, ou em trabalho de parto, e devido a presença de pequenos êmbolos de sangue ou gases, pode haver a formação de trombos que impedem a passagem correta de sangue através dos vasos sanguíneos da perna. Se o trombo se deslocar, poderá chegar ao coração ou ao pulmão trazendo maiores complicações. 

A trombose é caracterizada pelo inchaço de uma das pernas, dor na panturrilha, batimento cardíaco acelerado e falta de ar. Saiba como identificar a trombose

O que fazer: o médico pode indicar o uso de remédios anticoagulantes para facilitar a passagem do sangue como a varfarina e heparina, por exemplo.

4. Embolia Pulmonar

A embolia pulmonar ocorre quando um êmbolo ou coágulo chega ao pulmão comprometendo sua irrigação. Com a diminuição da circulação sanguínea, este órgão fica comprometido e surgem sintomas de falta de ar, dificuldade respiratória, dor no peito, aumento da frequência cardíaca, pressão baixa e febre. Entenda o que é a embolia pulmonar. 

O que fazer: o médico poderá receitar analgésicos e anticoagulantes para facilitar a passagem do sangue e uso de máscara de oxigênio e em alguns casos pode ser preciso recorrer à cirurgia. Veja como é feito o tratamento para embolia pulmonar.

5. Embolia amniótica

Embora seja mais raro, outra causa de embolia é quando um pouco do líquido amniótico entra na corrente sanguínea da mulher durante o parto, sendo, neste caso, chamada de embolia amniótica. 

Os sintomas da embolia amniótica são dificuldade para respirar, batimentos cardíacos acelerados ou pressão baixa e surgem rapidamente durante o parto, o trabalho de parto ou imediatamente após e devem ser tratados imediatamente pois pode colocar a vida da mulher e do bebê em risco.

O que fazer: o tratamento da embolia amniótica é feita no hospital, assim que surgem os sintomas, podendo ser indicado pelo médico transfusão sanguínea e uso de remédios para ajudar os batimentos cardíacos. No caso da mulher estar em trabalho de parto, o médico deve realizar o parto imediatamente. 

6. Choque hipovolêmico

O choque hipovolêmico, também conhecido como choque hemorrágico, é uma consequência da hemorragia pós parto, já que essa condição acontece quando a mulher perde muito sangue, sendo o coração incapaz de bombear corretamente o sangue para todo o corpo.

Esse tipo de choque é caracterizado por palpitações, tontura, suor, fraqueza, dor de cabeça muito forte e persistente, falta de ar ou dificuldade para respirar, além de colocar a vida da mulher em risco. Saiba quais são os primeiros socorros para o choque hipovolêmico.

O que fazer: requer a transfusão sanguínea para repor a quantidade de sangue necessária para manter a função de todos os órgãos e sistemas. Pode ser preciso mais de 1 transfusão, além do uso de suplementos de ferro por algumas semanas. Após o hemograma indicar a presença de hemoglobina e ferritina em valores normais, o tratamento pode ser encerrado, de acordo com a avaliação médica.

7. Atonia uterina

A atonia uterina corresponde à perda da capacidade de contração do útero após o parto, o que aumenta o risco de hemorragia pós-parto, porque os vasos sanguíneos uterinos não conseguem contrair adequadamente para promover a hemostasia. 

Além disso, a atonia uterina também pode aumentar o risco de outras complicações como falência renal e hepática, alterações no processo de coagulação no organismo, perda da fertilidade e choque hipovolêmico.

Essa complicação pós parto pode ocorrer em mulheres que possuem gravidez de gêmeos, que possuem idade inferior a 20 anos ou superior a 40 anos, ou que se encontram acima do peso, e deve ser tratada imediatamente pois pode colocar a vida da mulher em risco.

O que fazer: a atonia uterina deve ser tratada pelo obstetra, que pode indicar a administração de ocitocina quando a mulher entrar na terceira fase do parto ou realização de um tamponamento uterino com o objetivo de reduzir ou parar a hemorragia. No casos mais graves, o médico pode recomendar a realização de histerectomia whole. Saiba como é feita a histerectomia whole

8. Depressão pós-parto

A depressão pós-parto é um transtorno psicológico que pode surgir emblem após o nascimento do bebê ou até cerca de 6 meses após o parto e que é caracterizado pela tristeza constante, falta de interesse no bebê, baixa auto-estima, desânimo e sentimentos de culpa.

Apesar de não ter uma causa específica, alguns fatores podem aumentar o risco da depressão pós-parto, como histórico de depressão, estresse durante a gravidez, falta de planejamento da gravidez, baixa idade materna ou problemas no relacionamento, por exemplo. 

O que fazer: é importante consultar o obstetra que pode indicar o tratamento mais adequado, como acompanhamento com psicólogo, ou até uso de remédios antidepressivos. Confira os principais tratamentos para a depressão pós-parto.  

Que médico procurar

O médico mais indicado para tratar as complicações após o parto é o obstetra, mas o mais importante é ir ao hospital assim que observar qualquer um destes sintomas, informando quando eles surgiram e a sua intensidade. O médico poderá solicitar exames como exame de sangue e ultrassom transvaginal, por exemplo, para identificar a causa e assim iniciar o tratamento.

A mulher deve levar um acompanhante e pode ser mais tranquilo deixar o bebê em casa com a babá ou com outra pessoa que possa cuidar dele até que ela possa voltar para casa para poder cuidar dele.



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