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União Europeia aprova novo pacote de “sanções massivas” contra a Rússia. Defesa, energia e transportes são dos setores mais afetados

Foi aprovado esta quinta-feira um novo pacote de sanções contra a Rússia. Segundo a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, as sanções financeiras que foram aprovadas pela União Europeia vão atingir “70% do mercado bancário russo e empresas estratégicas geridas pelo Estado, incluindo na área da defesa”.

Também o setor energético do país, considerado “estratégico” para o Estado russo, será visado pelas sanções, adiantou a presidente da comissão, referindo-se, especificamente, ao setor do petróleo. “Vão ser implementadas proibições às exportações que, na prática, impedirão a Rússia de proceder a mudanças nas suas refinarias de petróleo.”

Também vai ser proibida a venda de aeronaves e equipamento a companhias aéreas russas, adiantou Ursula von der Leyen, acrescentando que, além das sanções referidas, será limitado o acesso da Rússia a tecnologia considerada “crucial” – tais como semicondutores e outro tipo de “software inovador”. Diplomatas e “grupos associados”, bem como empresários russos, “vão deixar de ter acesso privilegiado à União Europeia”, não lhes sendo atribuídos vistos.

Não será, no entanto, bloqueado o acesso dos bancos russos ao sistema de pagamento internacional SWIFT, como pediram vários dirigentes ucranianos e o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson. A avançar, a medida tornaria impossível para as instituições financeiras russas fazer transferências de dinheiro internas e para outros países, o que afetaria setores cruciais como o do petróleo e do gás.

António Costa acusa Rússia de travar “guerra contra a liberdade da Ucrânia”

O novo pacote de sanções contra a Rússia que a União Europeia se prepara para aplicar visa “limitar a capacidade de financiamento estatal” da Rússia e “atingir o setor financeiro do país e dos transportes”, afirmou o primeiro-ministro português, António Costa, após a reunião do Conselho Europeu.

Acusando a Rússia de travar uma “guerra contra a liberdade à autodeterminação de um país democrático”, António Costa defendeu que as ações militares russas “exigem uma resposta da comunidade internacional”. “A NATO dará seguramente essa resposta amanhã”, uma resposta que, adiantou, será de “dissuasão”.

No final da reunião, foi também anunciado o envio de 300 milhões de euros e o fornecimento de equipamento militar à Ucrânia. “Discutimos o apoio ao povo ucraniano para mobilizar a capacidade de financiamento do apoio humanitário”, afirmou Charles Michel, presidente do Conselho Europeu. Sobre o pacote de sanções que foi aprovado, garantiu que será “doloroso para o regime russo”.

Macron admite que Putin teve uma postura “ambígua”

Também em declarações aos jornalistas depois da reunião do Conselho Europeu, o Presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que o seu homólogo russo, Vladimir Putin, foi “ambíguo”, mostrando-se disposto a negociar os acordos de Minsk enquanto preparava uma invasão à Ucrânia. “Sim, houve ambiguidade, e sim, a decisão de lançar uma guerra enquanto a paz ainda era possível foi deliberada e consciente”.

À semelhança do primeiro-ministro português, também Emmanuel Macron afirmou que Putin lançou “ataques militares massivos” contra a Ucrânia, em vez de “ataques dirigidos”, como o Presidente russo tinha dito que faria.

Sobre as sanções impostas pela União Europeia, afirmou que se trata de uma “resposta inicial” e que podem ser tomadas medidas adicionais caso Moscovo não interrompa a intervenção militar na Ucrânia.



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