Business

Ucrânia disposta a debater adesão à NATO com Rússia. Kiev debaixo de fogo. Mercados corrigem perdas – Mercados num minuto



Futuros da Europa apontam para correção técnica. Banco central russo reage a sanções

Os futuros das ações europeias apontam para um arranque de sessão focado na recuperação, depois da maré vermelha que invadiu as principais praças europeias devido à invasão da Ucrânia pelas forças russsas.

Os futuros do Euro Stoxx 50 — o índice de referência europeu — subiam 2,1%, acompanhando os ganhos do pré-mercado norte-americano, entrando assim em correção técnica.

Para além da crise ucraniana, as ações europeias estão sob pressão este ano devido ao receio sobre a possibilidade de uma política monetária “falcão” por parte dos bancos centrais.

Na zona euro o Banco Central Europeu não quer subir as taxas de juro, tendo mesmo alguns membros do conselho, como é o caso de Robert Holzmann, governador do banco central da Áustria, a sublinhar que a “retirada de estímulos pode ser adiada com a crise na Ucrânia”.

“Acredito realmente que o mercado de ações vai superar isto muito, mas muito rapidamente”, declarou Jun Bei Liu, responsável pelo departamento de gestão de ativos da Tribeca Investment Partners em entrevista à Bloomberg TV.

Na Ásia, em Hong Kong, o Hang Seng deslizou 0,64%, enquanto no Japão o Nikkei subiu 1,95% e o Topix somou 1%.

Entre os mais recentes acontecimentos relativos à crise ucraniana, destaca-se o discurso do presidente Volodymyr Zelenskiy que sublinhou na manhã desta sexta-feira que “a Rússia terá que falar connosco mais cedo ou mais tarde, para acabar com os combates e parar esta invasão”.”Quanto mais cedo essa conversa começar, menores serão as perdas para a própria Rússia”, acrescentou o chefe de Estado.

Do outro lado da guerra, o Banco Central da Rússia disse que está pronto para ajudar a apoiar os grandes credores a quem os EUA e os aliados estão a impor sanções, garantindo aos depositantes que estes ainda poderão aceder a depósitos em rublos e em moeda estrangeira.

O banco central disse que cerca de 80% dos balanços dos bancos estão em rublos e que a instituição está preparada para fornecer os fundos em moeda local e estrangeira necessários para apoiar os “lesados do Ocidente”.

Ainda esta sexta-feira, várias companhias estatais chinesas decidiram interromper brevemente as importações de petróleo advindas da Rússia enquanto ponderam e avaliam o impacto das sanções impostas pelo Ocidente ao Kremlin.





Source link

Leave a Reply

Your email address will not be published.