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Portugal quer ajudar a Ucrânia? “Investiguem Abramovich e os ‘vistos gold’” – O Jornal Económico


Ksenia Ashrafullina é uma ativista russa que vive em Portugal há 10 anos, Apesar de ser russa, não poupa nas críticas a Vladimir Putin e ao seu regime pela invasão da Ucrânia.

“Este regime já chegou a Portugal. A cleptocracia – Putin e os oligarcas – já conquistou muito terreno. Temos o oligarca-mor [Roman Abramovich] que agora é cidadão português e recebeu a nacionalidade em seis meses, o regime de Putin já chegou a Portugal”, disse a ativista em declarações à “SIC Notícias” esta sexta-feira, 25 de fevereiro.

A ativista defende que é “preciso investigar o caso de Abramovich. Ele é a carteira principal de Putin e agora é cidadão português. Não percebo como é que ele em seis meses conseguiu a nacionalidade: esta é a pessoa mais rica dos oligarcas e apoia o Putin”, afirmou.

O Ministério Público português anunciou em janeiro que abriu uma investigação à concessão da nacionalidade portuguesa por ascendência sefardita ao dono do clube de futebol inglês Chelsea.

Ksenia Ashrafullina foi uma das ativistas que descobriu que os seus dados foram enviados pela autarquia de Lisboa em 2021 para o governo russo, depois de ter estado presente numa manifestação em frente à embaixada da Rússia.

Em relação aos ‘vistos gold’ concedidos por Portugal, a ativista russa destacou que existem pessoas relacionadas com o governo russo que obtiveram autorização de residência em Portugal.

“Não temos acesso aos nomes, mas há muitas pessoas relacionadas com o Governo, e propagandistas, que obtiveram a segurança e contas bancárias em Portugal. Apoiam este regime, e têm villas, iates, propriedades e contas bancarias na Europa e Portugal”, afirmou.

Desde 2012 a 2022, 431 cidadãos russos obtiveram ‘vistos gold’ em Portugal, sendo a quinta nacionalidade com mais autorizações de residência concedidas.

O ministro dos Negócios Estrangeiros disse na quinta-feira que Portugal vai impor sanções aos cidadãos russos a residir em Portugal, se estiverem na lista aprovada pela União Europeia com cerca de 500 pessoas individuais ou coletivas, mesmo que tenha ‘vistos gold’.  “Qualquer cidadão russo residindo em Portugal com qualquer tipo de autorização terá os seus ativos financeiros congelados e deixam de ter liberdade de movimentos em Portugal ou no espaço europeu”, disse Augusto Santos Silva no Parlamento, citado pelo “Negócios”.

A ativista russa também pediu à União Europeia para não fechar as  portas da Europa ao comum cidadão russo. “A União Europeia pode convencer os outros países para nao fechar os vistos para os russos normais. Temos de perceber que há uma diferenças entre a Rússia e os russos e o Putin e a cleptocracia, não dar vistos aos russos é errado”.





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