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Antigos primeiros-ministros de Itália, Áustria e Finlândia renunciam a cargos em empresas russas


Os antigos primeiros-ministros da Finlândia, Esko Aho, de Itália, Matteo Renzi, e da Áustria, Christian Kern, renunciaram a cargos em conselhos de administração de empresas russas, na sequência da ofensiva militar lançada na madrugada deste 24 de fevereiro contra a Ucrânia.

Esko Aho, primeiro-ministro da Finlândia entre 1991 e 1995, que fez parte do conselho de administração de um dos principais bancos russos, o Sberbank, afirmou ao jornal Ilta-Sanomat: “Não preciso protestar contra o banco. Mas trabalhar depois do ataque tornou-se impossível para mim”.

Em declarações a outro jornal diário, o Helsingin Sanomat, Esko Aho disse que, nas últimas semanas, perdeu “completamente a confiança” na sua “capacidade de entender a lógica do que a Rússia está a fazer neste momento”, referindo-se à ofensiva militar lançada esta madrugada com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades ucranianas.

O ex-chefe do governo italiano Matteo Renzi (2014-2016) fez parte do conselho de administração da Delimobil, uma das maiores empresas russas de partilha de carros, criada em Moscovo por um empresário italiano, mas “renunciou esta manhã”, disse o porta-voz à AFP, confirmando as notícias da imprensa.

A Áustria, país neutro e tradicional amigo do Kremlin, tem três ex-chanceleres e dois ex-ministros que tiveram ou ainda têm interesses financeiros em empresas russas.

O ex-chefe de governo de esquerda Christian Kern (2016-2017) confirmou quinta-feira à AFP que estava a deixar o conselho de supervisão das ferrovias estatais russas, explicando que os últimos desenvolvimentos na Ucrânia tornaram essa decisão inevitável.





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