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Conselho Europeu começa às 20h. E já prepara sanções à Bielorrússia

O Conselho Europeu prepara-se para exigir que a Rússia cesse imediatamente as suas ações militares, retire incondicionalmente todas as forças e equipamento militar de todo o território da Ucrânia e respeite plenamente a integridade territorial, a soberania e a independência” deste país. Segundo o ‘draft’ das decisões preparadas pelos 27, esta será a mensagem política. Mas a reunião marcada para as 20h de Bruxelas tem preparadas múltiplas respostas à escalada de tensão dos últimos dias que culminou às 3h desta quinta-feira com a entrada de tropas russas em território ucraniano – com um muito amplo pacote de sanções, superior ao que estava previsto até ao início do ataque.

Charles Michel, presidente do Conselho Europeu, apelou aos 27 para se “manterem coesos e unidos” na resposta à agressão russa, lê-se na carta/convite que Michel enviou aos líderes europeus na véspera da reunião extraordinária. E as conclusões apontam para essa unidade.

Bruxelas exige sanções à Bielorrússia

Na reunião desta noite os líderes dos 27 vão aprovar novas sanções à Rússia “em estreita coordenação com os nossos parceiros e aliados”, sendo certo que o “Conselho Europeu adota sem demora as propostas elaboradas pela Comissão e pelo Alto Representante” para a Política Externa, Josep Borrell. Só que no ‘draft’ ainda não há qualquer referência a estas – embora a imprensa internacional admita que vão mais longe do que estava previsto.

O que já está escrito, e previsto, é a decisão do Conselho Europeu exigir a “rápida preparação de um novo pacote de sanções que abranja a Bielorrússia”, cujo Presidente, Alexander Lukashenko, tem a fama e o proveito de ser considerado um indefectível apoiante de Putin.

A aplicação destas novas sanções é uma forma de garantir um maior e mais eficaz isolamento político e económico de Moscovo que, a médio prazo, precisará de recorrer aos mercados internacionais

Os líderes dos 27 expressam total solidariedade com a Ucrânia e “o seu povo”, prometendo continuar a apoiar a Ucrânia a nível “político, financeiro e humanitário adicional” que passam pela realização de uma conferência internacional de doadores.

Não se alteram fronteiras pela força no século XXI

Num pacote de resoluções assente em onze mensagens a que o Expresso teve acesso, o Conselho Europeu mostra-se “firmemente convicto de que o uso da força e da coerção para alterar as fronteiras não tem lugar no século XXI. Tensões e conflitos devem ser resolvidos exclusivamente por meio do diálogo e da diplomacia. A UE continuará a cooperar estreitamente com vizinhos, parceiros e aliados, no âmbito da NATO, do G7, da ONU e da OSCE”.

O Conselho Europeu reitera a ilegalidade das ações militares russas, que violam “grosseiramente o direito internacional e os princípios da Carta da ONU” além de minarem a “segurança e a estabilidade europeias e globais”

“A Rússia tem total responsabilidade por este ato de agressão e toda a destruição e perda de vidas que causará. Será responsabilizada pelas suas ações”.



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