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Confederação Nacional da Agricultura defende que medidas do Governo estão aquém das necessidades dos agricultores


A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) defendeu esta terça-feira que as medidas apresentadas pelo Governo para mitigar o impacto da seca não respondem “de forma eficaz” às necessidades do setor, reclamando apoios financeiros extraordinários.

“A ministra da Agricultura do Governo português acaba por anunciar um punhado de medidas que não respondem de forma eficaz às grandes dificuldades que os agricultores estão a enfrentar. Depois de ter ido a Bruxelas ‘negociar’ apoios para a agricultura portuguesa minimizar os efeitos da seca, a montanha pariu um rato”, apontou, em comunicado.

Para a CNA, mais do que antecipação de pagamentos, flexibilização de restrições, programas de investimento ou medidas que “arriscam aumentar o endividamento”, são “urgentes apoios financeiros extraordinários” para os agricultores.

A confederação sublinhou que o adiantamento das ajudas da Política Agrícola Comum (PAC) para outubro, antecipa pagamentos aos quais os agricultores já tinham direito, contudo, questiona como é que estes vão aguentar, até lá, as perdas de rendimento, face ao aumento dos custos e ao facto de as culturas estarem comprometidas.

“Exige-se, por isso, e no imediato, que sejam implementadas medidas que venham reforçar a capacidade financeira dos agricultores e que passem pela atribuição de ajudas a fundo perdido pela perda de rendimentos e capazes de repor o potencial produtivo onde este tenha sido afetado”, reiterou.

Por outro lado, a CNA pediu a criação de ajudas à alimentação animal, que minimizem as dificuldades decorrentes da escassez de pastagem, fenos e palhas, bem como os elevados custos com as rações.





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